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Danilo Cechinatto

Palestrante Educacional Profissional Organizacional Business and Executive Coach

Sobre mim

Olá

Eu souDanilo Cechinatto

Diretor Regional do Instituto EducaJovem

Danilo Cechinatto estudou Psicologia pela FAE Business School e possui formação em Business and Executive Coach. Atualmente faz MBA em Gestão e Liderança de Pessoas e já atuou na área organizacional de empresas nacionais e internacionais. Como palestrante educacional, tem levado aos alunos através da teoria da inteligência multifocal o desenvolvimento da educação socioemocional no ambiente escolar. Danilo também é o Diretor Regional do Instituto EducaJovem, instituição que trabalha na inclusão social e educacional de jovens no Brasil.

Experiência

Treinamento e Qualidade

2009-2012

Treinamento de colaboradores nos requisitos básicos necessários e controle de qualidade definindo padrões em procedimentos, políticas e ações.

Gestão de pessoas

2013-2015

Potencialização, atração e retenção do capital humano formamando profissionais mais bem qualificados e motivados para desempenhar suas funções.

Palestrante educacional

2015-2017

Melhoria dos índices de aprendizagem, redução da indisciplina, aprimoramento das relações e a participação da família na formação dos alunos.

Diretor Regional

2017-2018

Direção do Instituto EducaJovem que tem como essência a transformação social, pois capacita mais de 4 mil jovens em vulnerabilidade social, por ano.

Áreas

Profissional Organizacional

Recrutamento, seleção, orientação, aconselhamento e treinamento profissional, dando atenção à saúde do trabalhador e da organização.

Palestrante Motivacional

Baseia-se em teorias da psicologia, vivências e histórias reais que envolvem a plateia trazendo reflexões aos participantes.

Coordenador Educacional

Tornar o processo de ensino-aprendizagem mais significativo. O trabalho é voltado para que o grupo atinja os resultados desejados.

Analista Comportamental

Aplicação e utilização da teoria dos perfis comportamentais para mapeamento de tendências e perfis pelo software Assessment.

Professional and Self Coach

Processos de Coaching voltado para questões relacionadas a vida pessoal, conduzindo a realização pessoal em diversas vertentes.

Business and Executive Coach

Ação nas empresas por meio de competências empreendedoras e do desenvolvimento de estratégias e planos de negócios eficientes.

230400

ALUNOS ASSISTIDOS

1540

HORAS MINISTRADAS

1160

PALESTRAS REALIZADAS

780

ESCOLAS ATENDIDAS

Publicações

Quando nosso cérebro escolhe não sentir para não sofrer

O sofrimento não é uma escolha pessoal; ninguém escolhe a dor ou o isolamento emocional por vontade própria. Infelizmente não existe nenhuma anestesia para não sofrer; as épocas escuras devem ser confrontadas com integridade, valentia e ilusões renovadas.
A vida nem sempre é fácil. Esta frase é dita a nós com muita frequência, e quem até o momento teve a sorte de não ser “tocado” pela adversidade não compreende ainda o realismo destas palavras.
Viver é confrontar provocações, construir um, dois, seis ou mais projetos, é permitir que a felicidade abrace nossas vidas, e aceitar que, de vez em quando, o sofrimento baterá na nossa porta para nos colocar à prova.
E não, nem todos assumimos esses golpes que a vida nos traz da mesma maneira. Há quem confronte melhor as decepções e quem, por outro lado, as interiorize permitindo que minem sua autoestima.
Nenhuma tristeza é vivida de igual maneira, assim como nenhuma depressão tem a mesma origem, nem é sentida igualmente por todas as pessoas.
Mas existe um sintoma muito comum que, de algum modo, todos teremos que experimentar alguma vez: a anedonia.
A anedonia é a incapacidade de sentir prazer e aproveitar as coisas boas. Nosso cérebro, por assim dizer, “decide se desconectar”. Não sentir para não sofrer, isolar-se, ficar anestesiado.
Pode ser que você já tenha sentido isso durante alguns dias, quando é consumido pela apatia e pelo desânimo, mas o que acontece quando isso se torna crônico? O que acontece quando deixamos de “sentir a vida” por completo de forma crônica?
Hoje vamos tratar desse assunto para oferecer a você informações que aprofundem o conhecimento deste aspecto tão importante.

A anedonia, quando perdemos o prazer de viver

Como disse no início, não existe nenhuma anestesia adequada para a dor da vida. Quando a anedonia aparece em nosso cérebro, como um mecanismo de defesa, ela não está nos causando nenhum bem. Pelo contrário.
Vamos começar esclarecendo alguns aspectos:
  • A anedonia não é uma doença, nem um transtorno: é um sintoma de algum processo emocional ou de algum tipo de doença.
  • Embora seja certo que, na grande maioria dos casos, ela está relacionada de forma íntima com a depressão, ela também pode se manifestar como resultado de uma esquizofrenia ou de demências como o Alzheimer.
  • Todos, em maior ou menor medida, experimentamos anedonia alguma vez: falta de interesse pelas relações sociais, pela comida, pela comunicação com os outros…
  • O verdadeiro problema chega quando a anedonia levanta um muro a nossa volta e nos tira todas as nossas características de humanidade: não sentimos nada diante das expressões de carinho, não precisamos de ninguém do nosso lado e nenhum estímulo nos produz prazer, nem a comida, nem a música… nem nada.

    Se escolhemos deixar de sentir para não sofrer, não estaremos nos protegendo de nada. Estaremos fechando as portas à vida, seremos almas que vão definhando aos poucos…

A anedonia a nível cerebral

Esta baixa receptividade frente aos estímulos exteriores tem seu claro reflexo em um cérebro deprimido.
É importante levarmos em conta que tipo de processos se desencadeia em nosso interior quando experimentamos a anedonia:
  • Se esse estado  se tornar crônico e se prolongar no tempo, nossas estruturas cerebrais sofrem mudanças, e isso afeta nossos julgamentos, pensamentos e emoções.
  • O lóbulo frontal, relacionado com a tomada de decisões, se reduz.
  • Os gânglios basais, relacionados com o movimento, ficam afetados até o ponto em que até nos levantarmos da cama exige um grande esforço.
  • O hipocampo, relacionado com as emoções e a memória, também perde volume. É comum que tenhamos falhas de lembranças, que soframos sem defesa, que fiquemos obcecados por pensamentos negativos.

    Frequentemente, a depressão é conhecida como a doença da tristeza. Mas na realidade, ela é uma coisa  que vai mais além, ela é a prisão de um cérebro emocional que não encontra respostas para os vazios da vida, a decepção, a perda da ilusão.

Estratégias para enfrentar a anedonia e a depressão

A depressão não se “cura”, não se enfrenta de um dia para outro. Ela requer múltiplos enfoques, dependendo, como sempre, da realidade de cada pessoa.
Os medicamentos, as terapias, o apoio familiar e, acima de tudo, os recursos próprios que cada um possa usar são elementos fundamentais.
Além disso, quero convidá-lo a refletir sobre os seguintes aspectos:
Não sentir para não sofrer não é um mecanismo adequado com o qual viver. Ele permitirá que você “sobreviva”, mas estando vazio/a por dentro. Não se permita ser um prisioneiro eterno do sofrimento.
Se há alguma coisa positiva que podemos tirar da anedonia, é que você deixou de lado a capacidade de sentir. Agora que está “anestesiado/a” em relação à dor, é o momento de se perguntar do que você PRECISA.
  • Precisa que a tranquilidade e a felicidade voltem para a sua vida? Volte a criar ilusões consigo mesmo.
  • Precisa deixar de ser prisioneiro do passado? Faça uma mudança rumo ao futuro.
  • Precisa deixar de sofrer? Atreva-se a viver de novo, abra as portas do seu coração, permita-se ser feliz outra vez.
Pense nestes aspectos durante alguns momentos e lembre-se sempre de que viver é SENTIR em toda sua intensidade. Seja no seu lado positivo ou no negativo.

A origem do sentimento constante de abandono

Algumas pessoas sofrem de um sentimento constante de abandono que gera uma grande inquietação, pois sentem que os demais sempre vão deixá-las. Na verdade, elas são muito observadoras. Qualquer palavra ou ação é analisada milimetricamente para confirmar o que tanto temem: “eu sou indiferente para essa pessoa, ela não gosta de mim e não quer ficar ao meu lado”.
Muitas vezes, elas podem se enganar. No entanto, quando entramos em um relacionamento com algum tipo de medo de que a pessoa possa nos abandonar, é possível que isso aconteça. O motivo pelo qual isso acontece é porque o medo é tão forte que essas pessoas estabelecem vínculos de apego excessivo. Esse medo as leva a controlar, manipular e desconfiar do outro. No fim, o relacionamento se desgasta e acaba terminando.
Também é preciso levar em consideração o fato de que os relacionamentos costumam mudar com o tempo. Os amigos que podemos ter agora e as pessoas com quem conversamos frequentemente podem se afastar no futuro. As vidas e os relacionamentos se transformam.
Infelizmente, o sentimento constante de abandono que algumas pessoas sentem as impede de estar conscientes disso. Seu medo de perder os outros as levará a acreditar que qualquer mudança em um relacionamento é negativa.

O apego desenvolvido na infância

Para compreender essas pessoas que têm um sentimento constante de abandono, é necessário prestar atenção na infância delas. Apesar de ser uma fase da qual as pessoas quase não se lembram, ao longo dela se desenvolveu algo muito importante e que marca todas as relações que teremos quando adultos: o vínculo de apego.

“Para ser um adulto independente, certamente deve ter sido um bebê dependente, apegado, cuidado; em poucas palavras, amado”.
-Sue Gerhardt-

O apego é o vínculo emocional que todas as crianças desenvolvem com seus cuidadores. São figuras que satisfazem suas necessidades e lhes trazem segurança. De acordo com várias pesquisas, se na idade adulta temos um sentimento constante de abandono, é porque o apego não se desenvolveu de maneira saudável. Portanto, é possível que na infância existissem algumas carências. A seguir, vamos ver algumas das mais frequentes.

Fatores que provocam o sentimento constante de abandono

  • Falta de afeto. Se os cuidadores não abraçam, não dão carinho, não dão afeto físico, a criança vai crescer com falta de carinho. A mesma coisa vai acontecer se a criança nunca ouvir nada agradável. Há inúmeros tipos de demonstrações de afeto que não são apenas físicas e que são necessárias.
  • Cuidadores ausentes. Muitas das pessoas que têm um sentimento constante de abandono têm a sensação de que seus pais não lhes deram tanta atenção. Pode ser que estivessem muito centrados no próprio relacionamento, talvez estivessem simplesmente ausentes ou muito ocupados. A questão é que as crianças vão sentir uma ausência profunda.
  • Modelo nocivo de relacionamento. A interação dos pais é fundamental na hora de construir a ideia de segurança de que não vão nos abandonar. A presença de infidelidade, por exemplo, costuma ser muito prejudicial para a segurança da criança. Nesses casos, é comum que interprete que todas as pessoas são “infiéis” e que sempre vão deixá-la.
O sentimento constante de abandono é um peso muito grande. No entanto, na infância foi um mecanismo de defesa para sobreviver. Em vez de desenvolver um apego seguro, optou-se pelo desenvolvimento de um vínculo inseguro-ambivalente, que estará presente nos relacionamentos na idade adulta.
Dessa forma, a pessoa sempre vai desconfiar e estar alerta frente a qualquer possível mentira. No entanto, ao mesmo tempo, dependerá da outra pessoa para que satisfaça suas necessidades de afeto.

A repetição dos mesmos padrões

Se você se sentiu identificado com a descrição do sentimento constante de abandono, o mais provável é que tenha entrado em relacionamentos nos quais seu parceiro ou sua parceira tenha sido infiel, nos quais a pessoa tenha sido muito apegada aos pais ou que não prestasse muita atenção em você porque sempre estava trabalhando. De maneira inconsciente, pode ser que você esteja repetindo o padrão de abandono que sofreu na infância. A única diferença é que ocorre em outros contextos e com outras pessoas.
Na primeira vez em que descobrimos o impacto que nossa relação com nossos pais teve em nossa vida adulta, pode ser que tenhamos ficado bravos e jogado toda a culpa do que aconteceu conosco neles. No entanto, é necessário lembrar que eles fizeram tudo que puderam na época. Além disso, agora que você cresceu, você é o único responsável por tudo que faz e pelas decisões que toma. Culpar os outros não vai te ajudar. Você deve, em vez disso, trabalhar consigo mesmo.
A melhor maneira de curar esse tipo de apego excessivo que você aprendeu na infância é desenvolver um trabalho de autoestima. Isso vai permitir satisfazer suas carências para deixar de querer que os outros o façam. Comece a cultivar sua segurança. Isso te ajudará a confiar tanto em si mesmo quanto nos outros. Dessa forma, você poderá desenvolver relações saudáveis.
Tenha em mente que você não pode controlar o que aconteceu com você quando era uma criança. Mas, agora que você cresceu, pode decidir se quer resolver. Para isso, o mais importante é tomar as rédeas dos seus próprios pensamentos. O caminho que leva às relações saudáveis não é fácil, mas vale a pena.

7 sinais de um ambiente de trabalho tóxico


Um ambiente profissional saudável produz satisfação, bem-estar e boas relações entre os colegas de trabalho. No entanto, nem sempre essas circunstâncias estão presentes. Às vezes, pode ser que nos sintamos frustrados, cansados e desmotivados. Inclusive, pode ser que tenhamos vontade de pedir demissão, seja por causa de um colega, um chefe ou, até mesmo, pela atmosfera do lugar. Um ambiente de trabalho tóxico pode ter consequências muito negativas sobre nós.
Se levarmos em consideração que qualquer empresa ou organização é um antro de emoções, não seria estranho pensar que os conflitos e as diferenças existem. O problema não é que elas existam, mas como são administradas e até onde podem chegar. Dessa forma, um ambiente de trabalho tóxico é identificado por relações degradantes, atitudes agressivas e muito competitivas, e, inclusive, por comportamentos mal-humorados e manipuladores.
Aprender a identificar se existe toxicidade no seu ambiente de trabalho será de grande ajuda para protegê-lo e impedir que você mergulhe nela. A seguir, explico algumas das características mais comuns desse tipo de ambiente.

Características de um ambiente de trabalho tóxico

1. Absenteísmo

É normal que as pessoas fiquem doentes, tenham consultas médicas ou precisem comparecer a alguma atividade ocasional que as obrigue a se ausentar do trabalho. No entanto, quando esse comportamento se torna repetitivo, pode ser um sinal de alerta.


Faltar, pelo menos três vezes por mês ou mais, ou pedir constantemente permissão para se ausentar – seja para comparecer a atividades pessoais, consultas médicas ou devido a doenças – é uma forma típica de absenteísmo. Caso não haja motivos justificados, pode ser um bom indicativo de que existe um ambiente de trabalho tóxico.
Outra forma de absentismo é a ausência mental. Ou seja, quando você está no ambiente de trabalho, na maior parte do tempo, você faz atividades que não estão relacionadas com suas tarefas profissionais.
Esse tipo de comportamento pode ser corrigido se o líder se encarregar de aumentar a motivação dos funcionários. Conseguir fazer isso é fundamental para evitar que o desânimo se espalhe entre todos.

2. Maus-tratos por parte dos superiores

Outro sinal de um ambiente de trabalho tóxico é quando não existe respeito na forma como os superiores se dirigem ao resto dos funcionários. Também pode ocorrer quando eles se utilizam indiscriminadamente de cinismo e sarcasmo para se dirigir aos empregados.
Isso também se vê refletido na presença de comentários depreciativos, de críticas não construtivas e de comparações entre os pares. Em vez de incentivar o trabalho em equipe, esses comportamentos incitam a competição excessiva e o mal-estar.

3. Falta de comunicação

Os problemas de comunicação no trabalho costumam ocorrer quando a comunicação não é direta, quando é incompleta ou, ainda, quando seu conteúdo não é verdadeiro. Isso gera situações de incerteza, duplo sentido e confusão que criam armadilhas mentais nas pessoas envolvidas e, definitivamente, erros ou falhas na atividade profissional.
Em muitos casos, os chefes não são claros nem específicos em relação a como desejam que certas tarefas sejam realizadas, esperando que seus subordinados “leiam suas mentes” ou adivinhem os detalhes. Assim, se essa situação se mantiver por algum tempo, a frustração, a insegurança e a desmotivação certamente vão aparecer. 

4. Pouca proteção ao empregado

Essa situação ocorre quando, na empresa, a preocupação maior é com os interesses próprios (clientes, redução de custos, etc.). do que com os interesses dos trabalhadores. Normalmente, não há possibilidade de ascensão profissional. Também não são oferecidas formações relevantes para o cargo, nem planos de carreira.
Nesse contexto, as pessoas podem ficar dez anos realizando as mesmas tarefas, sem possibilidade de serem promovidas ou nem sequer consideradas. As políticas internas são desconhecidas para os funcionários e mudam sem aviso prévio. Em geral, todos esses comportamentos geram grande incômodo entre os empregados e criam um ambiente de trabalho tóxico.


5. Liderança ditatorial

Nesse caso, o líder toma todas as decisões sem considerar o que sua equipe pensa. Ele não escuta, nem quer saber a opinião dos outros, gerando entre os funcionários um medo de expressar seu desacordo com a situação.
Os líderes ditatoriais costumam ser pessoas desconfiadas, já que consideram que apenas eles podem fazer o trabalho corretamente e que ninguém sabe tanto quanto eles. Muitas vezes, essa desconfiança se deve a inseguranças, especialmente quando um dos funcionários se destaca e, de algum modo, na visão do líder, pode começar a ser considerado uma ameaça.
Esse tipo de ambiente de trabalho tóxico apresenta o agravante de que os funcionários não podem contar com a figura do líder como alguém que pode ajudá-los a solucionar um problema.

6. Problemas de funções

A função que uma pessoa desempenha em seu cargo, embora possa ser extremamente complexa, deve ser muito bem definida. Caso contrário, a pessoa pode não saber muito bem qual é o seu papel na empresa. 
Quando isso acontece, a pessoa pode realizar tarefas que não a competem ou talvez tenha que lidar com demandas e exigências excessivas, inconsistentes entre si ou incompatíveis para realizar o trabalho.

7. Assédio moral

O assédio moral costuma ser uma das situações mais comuns em um ambiente de trabalho tóxico. Ocorre quando um ou vários colegas dificultam o trabalho do outro, colocando obstáculos profissionais e pessoais. Além disso, um relacionamento ruim entre os colegas de trabalho pode ser um grande motivo de geração de estresse.
Como podemos ver, todos esses problemas podem afetar os funcionários tanto física quanto psicologicamente, repercutindo na sensação de bem-estar geral. Por isso, é necessário combatê-los a fim de administrar ou evitar um ambiente de trabalho tóxico.

Afinal, existe pessoa certa na hora errada?


Como disse Caio – “O amor não se tem na hora que se quer, ele vem no olhar […]”. Sendo assim, não há como controlar os acasos da vida e, tampouco, o amor. Ele pode chegar de repente, quando menos esperamos. E aí? O que fazer? Agarrar essa oportunidade ou esperar um momento mais oportuno? Afinal, existe a pessoa certa na hora errada?
Muita gente responde que sim. E digo, não estão totalmente erradas. Nem sempre estamos em um bom momento para viver o que uma relação de verdade exige. Podemos estar dando um foco no trabalho, na faculdade, ou preparando-se para uma temporada fora do país, aquela viagem tão esperada. E de repente, você se pega apaixonado. O que fazer? Amar ou não amar, eis a questão.
No entanto, todas as questões supracitadas parecem um pouco clichê e deterministas, como se somente essas coisas impedissem um amor. Não viver uma relação amorosa pode acontecer por motivos muito mais “banais” e em todos os casos dependem de você. Trocando em miúdos, querer amar é fácil, difícil é viver o que o amor exige. Enquanto você restringir o amor a um evento casuístico e querer alguém que se amolde perfeitamente a sua vida, a pessoa certa sempre aparecerá no momento errado.

O amor é também uma ação positiva e, como tal, depende de alguém disposto a praticá-lo. Da mesma forma, não existe alguém perfeito que chegará e se encaixará perfeitamente a sua vida. As pessoas têm defeitos, têm problemas, têm dores, têm angústias e não, não sorriem o tempo inteiro, pelo menos as de bem. Assim, amar alguém é, antes de qualquer coisa, estar disposto a permitir que alguém bagunce a sua vida.
Obviamente, existem momentos mais conturbados e difíceis para se viver um amor, mas, mesmo em momentos que parecem mais “oportunos”, haverá muitas dificuldades, pois o amor exige esforço.

Desse modo, não importa se o momento é mais ou menos oportuno, a pessoa certa sempre parecerá aparecer no momento errado, uma vez que a vida é um contraste perene. Ou seja, sempre há bagunça a arrumar e um amor de verdade traz coisas maravilhosas, mas também, traz bagunça e talvez você não esteja disposto a ter mais essa bagunça na sua vida.
Por isso, não existe o momento certo ou adequado para viver um grande amor. Existem oportunidades e estas não aparecem quando queremos, elas simplesmente aparecem. Cabe a cada um aproveitar a sua oportunidade e fazer da hora errada o momento certo. Não que seja fácil, mas se não quiser se arrepender de ter deixado a oportunidade de amar alguém de verdade passar, é necessário fazer com que a relação dê certo.
Esse, talvez, seja o grande problema. Não estamos muito dispostos a sair da nossa zona de conforto e nos dedicar a alguém. Essa é a razão de jogar a culpa do insucesso amoroso no momento. Não! A culpa não é do momento, por mais que ele seja difícil, a culpa é da falta de esforço, da falta de querer, da falta de fazer, da falta de agarrar essa oportunidade como se fosse única. Outras oportunidades podem aparecer ao longo da vida, mas também não podem, ou não da mesma forma, então deixá-la passar nunca é a melhor opção.
Independente do momento, sempre haverá alguma coisa que precisa ser arrumada, que precisa melhorar, além do medo de entregar-se a um desconhecido e tornar-se vulnerável. Assim, o momento sempre será errado, às vezes mais, outras vezes menos, mas sempre errado, essa é a regra. A exceção é a pessoa certa, esta aparece em raras oportunidades na vida e como raras, deveriam ser valorizadas ao máximo.
De repente, a gente acorda, olha no espelho e percebe que os anos se passaram. Percebe a brevidade da vida. Percebe que a vida não comporta reprises. Percebe que o amor é como um poço no deserto. Não sabemos onde está, mas quando encontrado, deve ser abraçado com imensa alegria. A beleza da vida está nesses encontros que ela nos proporciona. Então, o momento pode não ser o ideal, mas se existe amor, há beleza até mesmo no deserto. A escolha entre beber ou não beber a água é sua.

Mudar é preciso!

As mudanças fazem parte da vida. Ir para uma nova cidade, decidir seguir uma carreira internacional, mudar de profissão, de estado civil, de emprego, de casa, de vida.
Existem as mudanças desejadas e também as imprevistas. Independentemente do jeito que for, as novas situações nos levam a buscar diferentes formas de adaptação e nos dão a oportunidade de ampliar nossas experiências e amadurecer.
Às vezes a vontade de mudar existe, é legítima, mas o indivíduo se vê paralisado frente às transformações que deseja realizar.
Isso é muito comum ao longo do processo terapêutico. À medida que o sujeito começa a se conhecer melhor, ganha autonomia e tem vontade de reformular para melhor algumas áreas da vida.
No entanto, deixar um estado conhecido para atingir um novo traz consigo aspectos desafiadores.
Junto com a vontade da mudança surgem também as sensações de medo e insegurança. Será que vale a pena? Será que eu consigo? Essas indagações são naturais e é importante estar atento para evitar possíveis boicotes e, assim, conseguir realizar as mudanças desejadas.

Vontade, coragem e estratégia para mudar

O anseio de mudar é importante pois serve como motivador e encorajador para realizar as ações necessárias. Para isso, é fundamental ter um bom planejamento. Refletir, ponderar, criar estratégias e prazos é essencial para alcançar aquilo que queremos.
Alguns aspectos nesse processo merecem uma atenção especial. Abaixo estão alguns deles:
– Toda mudança leva a algum tipo de perda. É preciso colocar isso em perspectiva. Para morar em uma nova cidade, por exemplo, é preciso perder o conforto do ambiente conhecido. As perdas são naturais e positivas em certa medida, fazem parte do movimento da vida e são necessárias para que novas situações possam de fato acontecer.
– Por mais que haja planejamento e estratégias de ação, por mais que haja vontade, existe um elemento essencial para fazer a passagem da situação antiga para a nova: Coragem! Essa capacidade de enfrentamento dos desafios é essencial para abrir o caminho e chegar onde é preciso. A coragem junto à fé de que a mudança é o melhor caminho a seguir é o que sustenta a travessia. Quando abrimos mão da situação segura e estamos construindo uma nova, as dúvidas tendem a surgir intensamente: Será que fiz certo? Será que vou dar conta? Isso acontece porque a situação nova está se formando, ainda não é possível colher frutos, é preciso investir tempo, energia e esperar com coragem e fé.
– Mudar deve atender o anseio de levar o sujeito para uma realidade mais condizente com aquilo que traz sentido para a sua vida e, consequentemente, mais satisfação e alegria, mas isso não quer dizer que não haverá dificuldades. Problemas existirão sempre, o que muda é a condição emocional da pessoa. Quando se faz uma escolha em direção a uma nova situação e a mudança é concretizada, a sensação de realização traz contentamento e a pessoa tende a se tornar mais tolerante perante as adversidades e mais capaz de superar os próprios desafios.

A essência de cada um de nós

Uma vez li uma frase que me chamou a atenção e cabe bem nesse momento: “É importante não perder de vista as coisas que te encantam, pois ali há um pouco da tua essência”
Quanto mais nos distanciamos daquilo que nos encanta em função do que é puramente conveniente, mais a vida perde seu sentido. Às vezes não percebemos esse distanciamento, e quando nos damos conta estamos muito longe daquilo que nos traz alegria. Nesse momento a semente de uma transformação é plantada e é importante olhar para ela com coragem e avaliar se é a hora de iniciar uma transição, com todos os desafios e satisfações que essa mudança irá trazer.

Solidão acompanhada: sentir-se sozinho mesmo rodeado de pessoas

O importante não é o número de pessoas que estão ao seu lado, o importante não é ter milhares de amigos nas redes sociais. O importante é o valor que tudo ao seu redor tem para você, porque você pode estar rodeado por muitas pessoas e, ainda assim, continuar se sentindo sozinho. Trata-se da solidão acompanhada.
Você já sentiu alguma vez que, mesmo estando bem agasalhado, continuava sentindo frio? Você já pensou que, mesmo com muitas pessoas ao seu lado, continua se sentindo sozinho? Você já sentiu que está sozinho e que ninguém pode ajudá-lo? Não conseguiremos preencher esse vazio interior buscando algo fora de nós. Esse vazio é interno, uma questão que precisamos resolver com nós mesmos.
A solidão é uma oportunidade para nos reencontrarmos com nós mesmos; a solidão nos dá permissão para o diálogo interno, para sabermos como e onde estamos, nos conhecermos melhor e saber o que queremos. Quando estamos sozinhos, estamos conosco.

“Você nunca estará só se gostar da pessoa com quem fica quando está sozinho”.
-Wayne Dyer-

Não me sentirei sozinho se eu for a minha melhor companhia. Não me sentirei sozinho se depois de estar em paz comigo mesmo, procurar as outras pessoas. Quando há muito barulho dentro, como poderemos ouvir a música de fora?

Entender a solidão acompanhada e buscar valor de tudo que nos rodeia

Pode ser um erro procurar quantidade, a chave está na qualidade. Eu não preciso de muitos amigos que não me apoiam, que permaneçam muito tempo comigo e não me façam sentir que o “tempo passa voando”. O valor que eu dou a tudo o que me rodeia é o que me faz dar sentido a sua companhia.
Continuarei experimentando uma solidão acompanhada se a minha companhia e a dos outros não me deixarem feliz, continuarei a pensar que ninguém me entende, independentemente do número de vezes que eu repetir a mesma história, continuarei pensando que não querem estar comigo se eu mesmo me valorizo muito pouco. Eu preciso valorizar e sentir gratidão por compartilhar os meus pensamentos, o meu tempo e a minha vida com alguém, mas antes preciso compartilhar comigo mesmo.
Sinta o prazer de estar com você, não só, mas com você mesmo. Você é o único que sempre estará ao seu lado. Agradeça os momentos de solidão que permitem que você se conecte consigo mesmo, conheça-se melhor e entenda que a paz interior é a melhor aliada para realizar qualquer projeto que você pretenda desenvolver fora de si mesmo.

“Um dia a solidão me abraçou de tal forma que eu me apaixonei por ela, chorei como uma criança e lhe contei mil histórias. Conversamos durante longas horas como dois grandes amigos, depois nos despedimos e cada um seguiu o seu caminho. No entanto, nos vemos de vez em quando e fico feliz com a sua visita. Ela continua sendo a mesma: sempre sábia, sempre honesta, sempre pronta “.
-Kelbin Torres-

Dê um sentido para a solidão

O vazio interior será o seu pior inimigo, será uma voz que grita continuamente e pede uma solução enquanto você tenta silenciá-la com um ruído de fundo. Na realidade, o que você precisa é se desconectar do exterior e se conectar com seu “eu” interior.
Tenha um bom relacionamento com você mesmo: saiba ouvir o seu coração, cuide-se e agradeça de vez em quando pelo prazer de estar sozinho e tranquilo. Você não se sentirá sozinho se for uma boa companhia, não terá aquela sensação de ausência indeterminada se estiver completo por dentro; o de fora virá para somar, mas não para suprir as carências internas não resolvidas.
Ame-se como nunca se amou antes, sinta-se tão bem consigo mesmo que desejará estar sozinho pelo menos por um momento. Ouça-se como ninguém o fará, seja o melhor amigo que você gostaria de ter. Com esse vazio interior preenchido, saia e aproveite tudo que a vida lá fora pode lhe proporcionar, com as pessoas que realmente valem a pena, e não aquelas que oferecem apenas uma solidão acompanhada.

Depoimentos

Escrevo pra agradecer por algo que você nem sabe que fez, lavou minha alma. Suas palestras são emocionantes, nunca passei por experiência tão gratificante em toda minha existência, você está no caminho certo. Sou uma pessoa com esses sonhos, me vi em você! Sua história é linda! Sabe, você direciona as pessoas e consegue tocá-las bem lá na alma, com uma simplicidade incrível! É uma mistura de humor, com aventura, tristeza e motivação. Obrigado por aquelas palavras! Vou guardá-las e semeá-las por aí. Você é uma inspiração!

Danyela Rodrigues

Danilo Cechinatto, gostaria de te agradecer por cada palavra que disse na palestra, me ajudou bastante! Você soube tocar no mais profundo da minha alma. Cheguei em casa e fiquei refletindo cada palavra, chorei! Agradeço a Deus pela sua vida e por ter te conhecido. Como você disse, todos tem um anjo, você foi o meu! Obrigada.

Karolliny Goulding

Assisti à palestra do Danilo Cechinatto e, assim como os outros alunos, fiquei presa a cada minuto que ele falava. Fiquei maravilhada com as palavras e principalmente com a história, foi uma motivação e tanto. A melhor palestra que já assisti; depois fiquei refletindo muito. Enfim, obrigada, obrigada e obrigada. Admiro-o muito pelo simples fato de conhecer sua história de vida!

Thaywane Liberal

Danilo Cechinatto
(41) 99656-9182
Curitiba, Paraná

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