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Danilo Cechinatto

Palestrante Educacional Profissional Organizacional Business and Executive Coach

Sobre mim

Olá

Eu souDanilo Cechinatto

Diretor Regional do Instituto EducaJovem

Danilo Cechinatto estudou Psicologia pela FAE Business School e possui formação em Business and Executive Coach. Atualmente faz MBA em Gestão e Liderança de Pessoas e já atuou na área organizacional de empresas nacionais e internacionais. Como palestrante educacional, tem levado aos alunos através da teoria da inteligência multifocal o desenvolvimento da educação socioemocional no ambiente escolar. Danilo também é o Diretor Regional do Instituto EducaJovem, instituição que trabalha na inclusão social e educacional de jovens no Brasil.

Experiência

Treinamento e Qualidade

2009-2012

Treinamento de colaboradores nos requisitos básicos necessários e controle de qualidade definindo padrões em procedimentos, políticas e ações.

Gestão de pessoas

2013-2015

Potencialização, atração e retenção do capital humano formamando profissionais mais bem qualificados e motivados para desempenhar suas funções.

Palestrante educacional

2015-2017

Melhoria dos índices de aprendizagem, redução da indisciplina, aprimoramento das relações e a participação da família na formação dos alunos.

Diretor Regional

2017-2018

Direção do Instituto EducaJovem que tem como essência a transformação social, pois capacita mais de 4 mil jovens em vulnerabilidade social, por ano.

Áreas

Profissional Organizacional

Recrutamento, seleção, orientação, aconselhamento e treinamento profissional, dando atenção à saúde do trabalhador e da organização.

Palestrante Motivacional

Baseia-se em teorias da psicologia, vivências e histórias reais que envolvem a plateia trazendo reflexões aos participantes.

Coordenador Educacional

Tornar o processo de ensino-aprendizagem mais significativo. O trabalho é voltado para que o grupo atinja os resultados desejados.

Analista Comportamental

Aplicação e utilização da teoria dos perfis comportamentais para mapeamento de tendências e perfis pelo software Assessment.

Professional and Self Coach

Processos de Coaching voltado para questões relacionadas a vida pessoal, conduzindo a realização pessoal em diversas vertentes.

Business and Executive Coach

Ação nas empresas por meio de competências empreendedoras e do desenvolvimento de estratégias e planos de negócios eficientes.

230400

ALUNOS ASSISTIDOS

1540

HORAS MINISTRADAS

1160

PALESTRAS REALIZADAS

780

ESCOLAS ATENDIDAS

Publicações

Equívocos sobre os traumas, feridas que nos acompanham

Até hoje, ainda mantemos equívocos sobre os traumas. O ser humano é vulnerável, mas às vezes esquecemos o quão resistentes podemos nos tornar. Assim, como Viktor Frankl disse uma vez, ter uma reação anormal a uma situação anormal é algo perfeitamente normal, uma resposta natural que em algum momento nos permitirá mostrar o lado mais forte e mais resistente de nós mesmos.
Algo que muitos psicólogos e psiquiatras que são especialistas em lidar com eventos traumáticos nos lembram é que todos nós, em algum momento de nossas vidas, sofreremos algum evento adverso de maior ou menor gravidade para o qual não estaremos preparados. Pode ser a perda de um ente querido, um acidente, presenciar algo chocante, um assalto, um desastre natural ou uma emergência médica.

“O fato de superar o trauma e voltar ao normal, apesar de tudo, não tem nada a ver com a invulnerabilidade ou o sucesso social”.
-Boris Cyrulnik-

São situações que geram um forte impacto no nosso cérebro. Elas estimulam as áreas relacionadas ao medo e à sensação de atenção, e logo tudo começa a se fragmentar ao nosso redor. O córtex pré-frontal, a estrutura que nos ajuda a pensar e a raciocinar, perde força, perde a agilidade e nosso foco mental torna-se mais opaco, mais turvo. Mergulhamos em um estado muito característico de angústia.
Sendo assim, é muito possível que diversos de meus leitores estejam familiarizados com a experiência dessa situação. É importante entender que, quando isso acontece, e sempre dependendo da gravidade desse impacto traumático, nosso cérebro não se recupera de um dia para o outro, nem mesmo de um mês para o outro. Curar um cérebro ferido, mergulhado em um estado de estresse pós-traumático, exige tempo. Requer esforço e estratégias de enfrentamento adequadas.
Para conseguir isso, será útil saber em primeiro lugar que existem equívocos sobre os traumas. É necessário se livrar deles para iniciar uma abordagem mais adequada para essa situação. Vamos ver abaixo.

Principais equívocos sobre os traumas

1. Um evento traumático destrói a sua vida

Pensemos em quando um terapeuta começa a trabalhar com a vítima de um abuso, com uma pessoa que sofreu uma agressão, ou a perda de um ente querido, etc. Muitas vezes ele ouve a seguinte frase de seu paciente: “Eu sei que nunca mais conseguirei ser feliz.”
No início, é muito complicado que essa pessoa entenda o seguinte: na realidade, o trauma tem uma natureza dupla. Por um lado, apresenta uma capacidade destrutiva inegável. Entretanto, o paradoxo é que ele também consegue transformar a pessoa para recuperá-la com maior tenacidade, com melhores capacidades pessoais.
O sofrimento na própria pele não nos condena à dor eterna, à prisão perpétua. Se procurarmos recursos, apoio e combinarmos vontade e esforço, o cérebro pode ser reprogramado. A ferida não desaparecerá, mas vai magoar menos e podemos levar uma boa vida.

2. O trauma aparece após um evento ameaçador

Se recorrermos à definição de trauma no “Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais”, veremos que ele aparece como “o que surge após a experiência de uma morte de um ente querido, uma ameaça real, uma lesão grave, como assalto, desastres , abusos ou doenças que ameaçam a própria vida.”
Na realidade, muitas nuances podem ser introduzidas nessa definição. Em primeiro lugar, um trauma não aparece como uma “reação” a esses eventos adversos como tal, mas sim como resultado do “efeito emocional e psicológico” que eles têm sobre a pessoa em particular. Além disso, às vezes, o mesmo evento pode causar traumas em algumas pessoas, mas não em outras.
Além disso, quando ocorre algo chocante, a reação não é imediata, a ferida nunca é instantânea. Ocorre mais tarde, quando a pessoa começa a questionar sua própria vida, sua própria realidade e aquilo que envolve as duas coisas.
Por exemplo, pense em uma pessoa que acaba de ser diagnosticada com câncer. Talvez, à primeira vista, as notícias sejam suficientes para a pessoa se sentir derrotada e traumatizada. No entanto, para muitas pessoas, o mais marcante nem sempre é a própria doença, mas sim não ter o apoio do companheiro ou daquelas pessoas que, nos momentos mais complexos, costumam se afastar de nós.

3. Um trauma é uma doença mental

Outro dos equívocos sobre os traumas é vê-los ou compreendê-los exclusivamente como “doenças mentais”. Na verdade, são algo muito mais profundo. Atualmente, muitos especialistas no campo, como o psicólogo Richard Tedeschi, da Universidade da Carolina do Norte, preferem se concentrar no transtorno de estresse pós-traumático de outra maneira.
Se o trauma significa “ferida”, então estamos diante de algo que está “quebrado”. Por exemplo, quando alguém sofre uma queda ou uma pancada, você pode sofrer a quebra de um ou mais ossos. Portanto, quando alguém sofre um trauma psicológico também aparece uma ruptura, uma lesão mental. Ela torna impossível para essa pessoa ser a mesma coisa que antes. Quem sofre um trauma fica “psicologicamente ferido”, e essas lesões podem ser morais ou emocionais.

4. Se você é forte, pode enfrentar o trauma sozinho

Ainda vivemos numa sociedade que entende que quem pede ajuda é fraco. Esse é mais um dos equívocos sobre os traumas. Muitos acreditam que quem busca apoio médico está louco e que quem é forte nunca cai. No entanto, devemos olhar os dados: as taxas de suicídio são alarmantes. Aparentemente, muitos daqueles que pareciam poder aguentar tudo e ainda ter forças, no final não conseguiram suportar nem mesmo a própria vida. Disse isso um momento atrás, os traumas nos quebram e ninguém, absolutamente ninguém, pode seguir por muito tempo com a alma quebrada, a mente em pedaços e o coração partido.
Este é, sem dúvida, outro dos equívocos sobre os traumas mais comuns: acreditar que o tempo cura tudo, que é melhor esquecer do que enfrentar, que uma atitude forte irá fazer desaparecer toda a dor… Não será assim, evite acreditar nessas ideias, já que podem nos levar por uma rua sem saída.
Para concluir, os traumas não precisam nos tornar pessoas que não queremos ser. Podemos parar de nos sentir cativos. Merecemos uma existência mais digna e mais livre daqueles pesos do passado que afetam nosso presente. Devemos procurar ajuda e trabalhar ativamente na realidade interior que ainda está ferida. Assim, teremos a oportunidade de nos transformar, curar e viver plenamente.

Quais são os efeitos da religião no cérebro?

Independentemente das crenças religiosas (ou da falta delas) de cada pessoa, os efeitos da religião no cérebro são inegáveis. Efetivamente, algumas crenças religiosas são fatos científicos que podem ser medidos com exatidão. 
Os efeitos que uma oração tem no bem-estar de uma pessoa estão devidamente documentados. A pesquisa no campo da neuroteologia (a neurociência da crença teológica) tem feito algumas descobertas surpreendentes que podem mudar a forma como entendemos a espiritualidade do ponto de vista da ciência.
Por exemplo, sabe-se que a crença religiosa pode aumentar a expectativa de vida e ajudar a enfrentar as doenças de uma forma mais positiva. Por outro lado, alguns cientistas sugerem que a experiência religiosa ativa os mesmos sistemas cerebrais que o sexo e as drogas.
Alguns efeitos da religião no cérebro podem ser medidos com exatidão. A neuroteologia tem feito descobertas surpreendentes a esse respeito.

Conflito entre duas redes no cérebro

O conflito verificado entre a religião e a ciência tem múltiplos pontos de ancoragem ao longo da história, desde conferências em antigos panteões gregos até discussões em fóruns da Internet.
Segundo um estudo do professor Jack e seus colaboradores realizado na Universidade de L’Aquila, a origem deste choque na realidade começa como um conflito entre duas redes no cérebro.
A pesquisa descobriu que aqueles que consideravam a religião como uma bússola da vida pareciam suprimir a rede cerebral utilizada para o pensamento analítico com o objetivo de envolver a rede no pensamento empático. Do mesmo modo, aqueles que não tinham qualquer tipo de ligação com a religião pareciam suprimir o pensamento empático a favor do pensamento analítico.
“Quando há uma questão de fé, do ponto de vista analítico, pode parecer absurdo”, explicam os pesquisadores. “Mas, pelo que entendemos sobre o cérebro, o salto de fé e a crença nos valores sobrenaturais deixam de lado a forma crítica/analítica de pensar e nos ajudam a alcançar um maior conhecimento social e emocional”.
Segundo o estudo, essas duas redes têm dificuldades para encontrar o equilíbrio entre si, já que frequentemente trabalham em sentidos opostos. No entanto, os pesquisadores afirmam que nenhuma dessas formas de pensamento têm o monopólio das respostas para as grandes questões do mundo.
A nossa própria natureza nos permitiu compreender e explorar as nossas experiências usando ambos os padrões de pensamento. Segundo os autores do estudo, entender a interação entre essas duas formas de pensamento poderia enriquecê-las.

A religião e os sistemas cerebrais de processamento de recompensas

Um estudo recente da Universidade de Utah informou que a religião pode ativar os mesmos sistemas de recompensa do cérebro que o sexo, as drogas e outras atividades viciantes. 
O estudo analisou como as redes cerebrais são ativadas quando uma pessoa crente tem uma experiência profundamente espiritual.
Os pesquisadores examinaram o cérebro de 19 jovens mórmons usando um scanner de ressonância magnética funcional. Quando lhes perguntaram se, e até que ponto, os participantes estavam “sentindo o espírito”, aqueles que relataram sentimentos espirituais mais intensos mostraram uma maior atividade no núcleo accumbens bilateral.
Essas áreas cerebrais de prazer e recompensa também estão ativas quando participamos de atividades sexuais, ouvimos música, jogamos alguma coisa e quando fazemos uso de drogas. Os participantes também relataram sentimentos de paz e bem-estar físico. 

Os efeitos da religião no cérebro

Andrew Newberg, professor de neurociências e diretor do Instituto de Investigação da Saúde Integrativa de Marcus na Universidade Thomas Jefferson, explica que os efeitos da religião no cérebro são diferentes dependendo da prática religiosa em questão.
Em outras palavras, religiões diferentes estimulam as áreas do cérebro de forma diferente. Por exemplo, segundo Newberg, tanto os budistas que meditam quanto as freiras católicas que rezam têm uma maior atividade nos lobos frontais do cérebro.
Outros dos efeitos da religião no cérebro podem ser observados na maior atividade dos lobos frontais apresentados nas pessoas que meditam.
Essas áreas estão vinculadas a um maior enfoque e atenção, a habilidades de planificação, à capacidade de planejar o futuro e à capacidade de construir argumentos complexos.
Além disso, tanto a oração quanto a meditação estão associadas a uma diminuição da atividade nos lobos parietais, que são responsáveis pelo processamento da orientação temporal e espacial.
No entanto, as freiras, que rezam usando palavras em vez de confiarem nas técnicas de visualização utilizadas na meditação, mostram uma maior atividade nas áreas do cérebro que processam a linguagem dos lobos parietais inferiores.
Por outro lado, outras práticas religiosas podem ter o efeito oposto nas mesmas áreas do cérebro. Por exemplo, um estudo recente que teve a colaboração do Dr. Newberg demonstra que a intensidade da oração que acontece no islã (que tem como ideia central a entrega de si mesmo a Deus) reduz a atividade no córtex pré-frontal e nos lobos frontais que estão conectados a ele, assim como a atividade nos lobos parietais.
Tendo em conta que o córtex pré-frontal participa do controle executivo, do comportamento intencional e da tomada de decisões, os pesquisadores criaram a hipótese de que uma prática que se concentre em delegar o controle acaba por resultar numa menor atividade nessa área do cérebro.
Os efeitos da religião no cérebro dependem das diferentes práticas religiosas.

Como a mente cria uma experiência espiritual?

Um estudo de veteranos do Vietnã mostra que aqueles que tiveram lesões no córtex pré-frontal dorsolateral do cérebro eram mais propensos a relatar experiências místicas. 
Tal como explica James Giordano, essas partes do cérebro controlam o nosso senso de identidade em relação a outros objetos no mundo, assim como a nossa integridade física: daí vêm as sensações e percepções exteriores ao corpo e a dispersão do eu que muitas pessoas com fé na religião relatam.
Nesse sentido, disse Giordano, se os seres se unem à experiência mística, podemos dizer que existe uma troca na atividade da rede do lobo temporal esquerdo e direito. Convém destacar que os lobos parietais são as áreas onde os estudos de Newberg encontraram uma menor atividade cerebral durante a oração.

Referências bibliográficas



  • Ferguson, MA, Nielsen, JA, King, JB, Dai, L., Giangrasso, DM, Holman, R. , … Anderson, JS (Aceito/imprensa). Recompensa, prominencia y redes de atención son activadas por la experiencia religiosa en devotos mormones . Neurociencia Social , 1-13. DOI: 10.1080 / 17470919.2016.1257437

Redes sociais: a vida do outro parece mais interessante


Você é daquele tipo de pessoa que não consegue se desconectar das redes sociais? Passa o tempo todo atualizando o feed para ver se tem novidade? Está na hora de sair da internet e de se reconectar com você mesmo.
É só abrir o Facebook ou o Instagram que bate aquela inveja dos amigos que estão viajando ou que estão em algum restaurante badalado da cidade? Você sente inveja daquela amiga que postou foto de uma bolsa linda ou daquele amigo que postou foto de uma exposição super legal? Não consegue parar de olhar o Whatsapp nem durante um filme no cinema por medo de ficar de fora de alguma conversa?
Além da inveja incontrolável que imediatamente toma conta de você, surge um incômodo enorme por estar “de fora” do que parece ser o programa mais bacana da cidade, o assunto mais comentado do momento, a festa mais animada que existe? Bem, se te incomoda tanto assim bastaria fechar o aplicativo e colocar o celular de lado, não? Bem, parece que não é tão simples assim.
Um estudo recente revelou que 70% da população mundial sofre FOMO, sigla em inglês para Fear Of Missing Out ou, em tradução livre, medo de estar perdendo alguma coisa. Segundo o cientista social da Universidade de Oxford, na Inglaterra, e líder de um grupo de pesquisas sobre o assunto, Andrew Przybylski, FOMO é um desejo de permanecer continuamente conectado com o que os outros estão fazendo. Desejo esse que surge por um sentimento de apreensão e uma constante preocupação de que os outros estejam vivenciando experiências mais gratificantes que as nossas. Um mal dos tempos modernos, em que a vida nas redes sociais parece mais interessante.
Ainda segundo o pesquisador inglês Andrew Przybylski, a maioria de nós hoje sofre dessa síndrome, caracterizada por três sintomas principais:
1) ser incapaz de se desconectar;
2) sentir-se muito incomodado por não saber o que os outros estão fazendo;
3) ficar deprimido por não participar de algo que considera como o assunto do momento.

A síndrome do excluído

FOMO não é bem uma doença, mas pode gerar ansiedade, indecisão, inadequação e irritação. E tudo desencadeado por algo um tanto banal. A avalanche de informações sobre o que estão fazendo seus amigos, as fotos engraçadas do final de semana ou atualizações de status indicando que estão em algum lugar divertido, fazem com que você se questione o tempo todo: “E por que eu também não estou fazendo isso?”.
Para Dan Ariely, professor de psicologia e comportamento econômico na Duke University e autor do livro “Predictably Irrational” esse comportamento ocorre porque nós ficamos com medo de estarmos fazendo as escolhas erradas em nossas vidas e em como escolhemos passar nosso tempo livre. Se você descobre que seus amigos estão se divertindo sem você naquele exato momento quando confere seu Facebook a sensação é totalmente diferente daquela que você experimenta se descobrisse dias depois, enquanto se reúne com eles e comenta como foi seu final de semana. 
E olha que ironia, no final das contas seus amigos nas redes sociais acabam, de maneira involuntária, se tornando seus piores inimigos. Quando você já está farto de se sentir assim decide que de agora em diante vai usar suas redes sociais somente para postar as fotos do seu final de semana, comentar sobre o quão maravilhosa está sendo sua viagem ou mostrar a todos os seus amigos os lugares bacanas e as pessoas novas que você conhece todo dia. Esse seu “perfil falso” pode até fazer com que você se sinta bem, mas desencadeia a FOMO em algum outro amigo seu que absorve essas informações. Essa atitude já tem um nome também “braggies”. Sim, são os tempos modernos.

A vida do outro sempre parece mais interessante

A síndrome de FOMO só existe porque as pessoas passam o tempo todo se comparando as outras, numa competição infinita. É a roupa mais bonita, a viagem mais legal, a festa mais animada, etc. Somos uma geração de mimados, que quer sempre o melhor, quer sempre ser o centro das atenções.
O problema é que pessoas esquecem que a vida nas redes sociais é editada! Ninguém posta foto de velório, doença, briga, casa bagunçada, roupa suja, trabalho acumulado. As redes sociais criam uma bolha imaginária, na qual tudo é perfeito, lindo e colorido. A vida do outro sempre é melhor, sempre é mais fácil, sempre é mais perfeita. Será que é mesmo? Que tal parar de olhar tanto para grama do vizinho e cuidar do próprio jardim?

Aproveite o momento

Quando alguém sofre a FOMO – o medo de estar perdendo algo-, a avalanche de informações sobre o que os seus amigos (ou não) estão fazendo e as atualizações indicando que eles estão em lugares incríveis faz surgir a pergunta: “Por que eu também não estou fazendo isso?”. Então, bate aquela vontade de sair pelo mundo e aproveitar tudo como se não houvesse amanhã, no melhor estilo carpe diem, (aproveite o dia) certo? Errado!
A ânsia em querer mostrar para os outros o que está fazendo é tão grande, que as pessoas esquecem de aproveitar realmente aquele momento especial. É mais importante tirar foto da praia para postar do que de fato relaxar. É melhor fazer check-in do restaurante em que está do que apreciar a comida e o local. Show? Ah, é melhor filmar seu cantor preferido para postar nas redes sociais do que cantar juntinho com ele ali ao vivo.  Quantas vezes você deixou de curtir um espetáculo pra valer porque preferiu ficar postando sobre ele? Qual foi a última vez em que aproveitou o jantar sem ficar grudada no celular? 

Você está 100% presente?

Se tem uma coisa chata é sair com uma pessoa que não pára de mexer no celular. E aquelas pessoas que insistem em tirar fotos mega sorridentes mesmo que o passeio esteja sem graça? Por que fingir que está feliz? Por que as pessoas não são 100% verdadeiras ou não estão 100% presentes, seja num encontro ou num relacionamento?
Sabe o que é curioso? As pessoas querem aproveitar a vida intensamente, mas não conseguem porque perdem tempo investigando (ou stalkeando) a vida dos outros. Se preocupam tanto com que os outros fazem, que se esquecem da própria vida, dos próprios sonhos, objetivos e metas. Ficar se medindo pela régua dos outros é um grande erro.
Aproveite o momento. Se entregue de corpo e de alma, com 100%. Dê atenção para você, para quem está do seu lado. Pare de querer viver uma vida que não é sua, uma vida que é virtual.

Desconecte-se do virtual e conecte-se com o seu interior

As pessoas têm carregado suas vidas no bolso. O celular, mais do que um aparelho, virou um artigo de moda, uma tatuagem, um objeto de dependência. O celular virou um purgatório emocional. Se as pessoas estão tristes: vão para o celular. Estão felizes: celular. Ansiosas: celular de novo. As pessoas pegam o celular para encobrir sua realidade e se conectar com uma outra realidade: a virtual! E, de novo, ficam ansiosas, tristes, felizes. Quando voltam para sua realidade, já vão em busca de uma nova notificação, uma curtida, um like, um compartilhamento. O cérebro das pessoas está viciado em receber alertas de notificações. Mas a melhor notificação é aquela que damos para nós mesmos. É quando olhamos para o celular e dizemos: eu que mando em você e não o contrário.
O mundo não vai acabar se você não responder imediatamente uma mensagem assim que receber. As pessoas vão entender que você tem uma vida, tem prioridades e responsabilidades. Celular não é sinônimo de pessoas informatizadas. Pessoas são muito mais do que curtidas, muito mais do que número de seguidores. Hoje em dia, a maior parte das pessoas está perdida em um mundo de múltiplas conexões. Elas acordam e imediatamente pegam o celular. Assim, já se conectam com o trabalho, com os familiares, os amigos…Só não se conectam com as pessoas mais importantes: elas mesmas!
Essas pessoas comem mexendo no celular, preferem dar atenção para um grupo no Whatsapp do que para um amigo que está ali do lado, pensam ou esquecem das próprias vidas conectadas ao celular! Sim, as pessoas estão cada vez mais reféns da tecnologia, escravas da comunicação instantânea. Não conseguem se libertar e viver o momento presente, não consegue ver a importância de um abraço, uma conversa olho no olho, de uma risada de verdade e não um “kkkkk” sem graça. As pessoas estão vivendo reféns de ferramentas e mídias sociais que competem entre si por números; buscam respostas num aparelho de celular! Mas as melhores respostas vêm de nós mesmos.

A vida não acontece dentro do celular

Por viverem nesse mundo paralelo, algumas pessoas acabam deixando a vida desorganizada, sem atenção, sem memória, sem emoções de qualidade. A vida fica travada. Se uma pessoa sai para jantar com um grupo de amigos, por exemplo, e fica o tempo todo mexendo no celular ao invés de dar atenção para quem está ali na frente dela, ela tem problemas. Problemas de comunicação, problemas de interação social, problemas de auto-aceitação, de viver a sua própria realidade.
A vida não acontece dentro de um aparelho de celular. Qual a conexão que você tem tido todos os dias com você mesmo? Com a sua essência, com o seu melhor? Com o seus objetivos, com o real poder que você tem de mudar a sua vida? Quem acorda todos os dias e já pega o celular começa o dia refém da agenda dos outros ao invés de decidir como o seu dia será! Não deixe a sua vida ser guiada pela conexão virtual. Sua vida deve ser guiada por você.
Acorde todos os dias relembrando o seu real poder interior, das suas melhores virtudes, do melhor que você espera para o seu dia e viva! Curtidas, seguidores, compartilhamentos, visualizações são números virtuais, não dizem quem realmente somos. O que diz quem realmente somos é a nossa história, é o legado que estamos construindo de uma vida que vai muito além da internet.
Saia com os seus amigos e deixe o celular em casa de vez em quando. Se você usa o celular para trabalhar, coloque horários definidos para trabalhar e desligue o telefone. É simples! Não viva de cabeça baixa sempre digitando ou “curtindo” a vida dos outros. Pare um pouco, olhe para o céu, sinta a vida, sinta o seu propósito. A internet é um meio, não é o fim. Às vezes, é preciso se desconectar. Não editar. Não publicar. Não curtir. Não compartilhar. Não instagramizar. Não twitar. Reveja sua próprias metas, sua missão. Viva, tenha experiências diferentes.
Conecte-se com o mundo real. Conecte-se com você mesmo.

Desafio: que tal tentar se desconectar?

Vou lançar o desafio aqui e propor algumas metas para quem acha que é impossível viver sem olhar as redes sociais a cada 10 minutos. Sim, é possível! E, claro, é um exercício para que sofre com essa síndrome de FOMO, de achar que está perdendo algo ou que a vida dos outros é mais interessante.
Vamos lá!
  • Delimite tempo para acessar as redes sociais
Você já parou para pensar no tempo que perde olhando o feed do Instagram? E as atualizações do Facebook? Já contou quanto tempo fica no Twitter? Sério, é muito tempo desperdiçado. E você não precisa olhar suas redes sociais a cada meia hora.
Defina um tempo máximo por dia que você ficará no Facebook, Instagram, Twitter, Youtube, Whatsapp…Enfim, estabeleça, por exemplo, 30 minutos para isso. Escolha o melhor horário, acesse, fique os 30 minutos e feche o aplicativo. Abra novamente no dia seguinte. Você não vai perder nada de importante, juro.
  • Escolha um dia para não mexer nas redes sociais
Esse pode ser um desafio para muita gente: não acessar redes sociais por um dia inteiro. Pode parecer difícil no início, mas depois é libertador. Existe vida fora do Facebook e do Instagram. Bem mais interessante. Se for muito complicado, comece ficando uma noite sem acessar ou talvez o sábado pela manhã. Comece devagar. Aos poucos, isso será natural.
  • Exclua da sua lista pessoas que te fazem mal
Não estou aqui falando para você excluir seus amigos o familiares das suas redes sociais. Mas se você chegou à conclusão de que tem FOMO e sabe exatamente quais pessoas te fazem sentir isso, por que continuar se martirizando? Tire essas pessoas da sua lista, elas te fazem mal. Uma coisa é seguir pessoas que você se inspira outra é seguir pessoas que te fazem sentir inveja. Inveja é um sentimento ruim! 
Vamos lá, desafio lançado!

O cérebro de um otimista funciona de maneira diferente

O cérebro de um otimista foca, processa e entende a realidade de maneira diferente. Essa capacidade de ver raios de luz onde os outros só enxergam paredes e janelas fechadas provém de regiões cerebrais muito específicas, especializadas em abertura, flexibilidade, resiliência e na capacidade de gerenciar melhor o estresse diário.
É verdade então que o cérebro de uma pessoa otimista difere do de uma pessoa pessimista? Bom, deve-se dizer que anatomicamente (e como é de se esperar) não haverá diferença entre um e outro. Todos os seres humanos têm as mesmas estruturas e regiões cerebrais. No entanto, a chave está em como todas essas regiões se ativam e se conectam.
Nosso cérebro é, afinal, o reflexo do que somos, do que fazemos, pensamos e de como encaramos a vida. Sabe-se, por exemplo, que o estresse crônico e um alto nível de cortisol durante um longo período de tempo geram mudanças em estruturas como o hipocampo, a amígdala ou o sistema límbico. Nossa memória falha, nosso nível de atenção diminui e nossa capacidade de tomar decisões fica limitada.
Este órgão sensacional que, sem dúvida, reflete o sucesso de nossa evolução como espécie continua a ter suas limitações. Nem sempre é tão eficaz quanto gostaríamos; de fato, sabe-se que há pessoas geneticamente mais predispostas aos transtornos depressivos e à ansiedade.
Outras, por outro lado, refletem atitudes mais resilientes e resistentes ao estresse devido a uma sutil combinação de genética, educação na infância, e a integração de ferramentas pessoais de enfrentamento.
Com tudo isso, quero transmitir algo muito simples: o cérebro apresenta uma plasticidade incrível; todos nós, dentro de nossas possibilidades, podemos treiná-lo para desenvolver uma abordagem mais otimista.

“O otimismo é a base da coragem”.

-Nicholas M. Butler-






Nascemos com um cérebro otimista ou o desenvolvemos?

A maioria de nós conhece esse tipo de pessoa: os otimistas incombustíveis. Aqueles que parecem não ver dificuldades quando têm um problema, aqueles cuja atitude positiva não diminui nem nos piores momentos, aqueles que também têm a poderosa capacidade de transmitir seu entusiasmo.
Como eles fazem isso? Eles chegaram ao mundo com o otimismo já instalado de fábrica em seu cérebro? Ou são o resultado de anos de coaching e psicologia positiva?
Estudos, como o realizado no King’s College de Londres, revelam algo interessante sobre esse mesmo assunto. A atitude positiva é determinada geneticamente em 25%, ou seja, herdamos de nossos pais essa pequena porcentagem. O resto, queiramos ou não, depende de nós mesmos, de nossa atitude pessoal, foco e determinação.
Especialistas no tema, como a doutora Leah Weiss, professora em Stanford e especialista em mindfulness no trabalho, dizem que existem pessoas que são otimistas por natureza. No entanto, uma boa parte desse perfil decide, em um determinado momento, que atitude tomar diante dos problemas e que mecanismos deve aplicar para gerar uma mudança.






Como é o cérebro de um otimista, o que o torna diferente?

Antes de definir como é o cérebro de um otimista, devemos entender alguns aspectos. Em primeiro lugar, otimismo não é o mesmo que felicidade. 
A atitude otimista engloba todas as estratégias e habilidades que podem melhorar nossa qualidade de vida. O otimismo envolve, por assim dizer, um conjunto de habilidades e vieses que facilitam a felicidade.
  • Além disso, essa atitude positiva do cérebro de um otimista surge, primeiramente, a partir de uma habilidade: a de administrar os fatores estressantes do dia a dia.
  • Não estamos, portanto, diante de um tipo de personalidade que ignora as dificuldades e obscuridades da vida. Pelo contrário, ele os vê, os aceita e os transforma em seu benefício.
  • Essa visão otimista lhes permite administrar melhor os sentimentos de tristeza. São mais resistentes a transtornos de ansiedade e depressão e dispõem de habilidades mais eficazes para construir vínculos fortes e satisfatórios.

O cérebro de um otimista e o hemisfério esquerdo

O Dr. Richard Davidson, diretor do Laboratório de Neurociência Afetiva da Universidade de Wisconsin, realizou uma série de estudos para demonstrar algo surpreendente e revelador. O próprio Daniel Goleman explica esses resultados em um de seus artigos:
  • Quando as pessoas estão angustiadas, com raiva, com uma ansiedade elevada ou frustração, as regiões que mais se ativam são a amígdala e o córtex pré-frontal direito.
  • No entanto, os perfis que são caracterizados por estados emocionais mais positivos, otimistas, entusiasmados e com energia, mostram uma atividade mais intensa no córtex pré-frontal esquerdo.
Esta pesquisa mostra que as emoções positivas ativam em maior grau o hemisfério esquerdo; existe, portanto, uma lateralização.
Nesse sentido, o próprio Dr. Davidson destaca: “Depois de realizar diversos estudos sobre o vínculo entre a atividade nos lobos frontais e as emoções, descobrimos que uma boa parte das pessoas é otimista. Aquelas com maior tendência à infelicidade, depressão ou alta ansiedade têm uma maior ativação na área direita”.






Para concluir, devemos destacar um fato que o próprio Daniel Goleman comenta na maioria de seus livros e artigos: todos nós podemos desenvolver uma atitude mais positiva, aberta e flexível. 
Para isso, devemos aprender a administrar melhor o estresse e lidar com as nossas emoções para colocá-las a nosso favor.Vamos focar nossa visão e sempre direcioná-la para o horizonte.

Deixe marcas de amor nas pessoas

– O que é o amor? – preguntou o discípulo.
– É a ausência total de medo. Disse o mestre.
– E do que temos medo? Voltou a perguntar o discípulo.
– Do amor. Respondeu o mestre.
O medo, acompanhado do egoísmo, utiliza o amor para destruir uma relação. Amar implica questionar, não reprimir e impor. Talvez, deixar que outra pessoa acompanhe nosso caminho, vivendo seus próprios sentimentos, realizando seus sonhos e conservando sua imaginação, seja a tarefa mais difícil, ou fácil, de se alcançar – tudo depende do nosso empenho. E, talvez, também seja necessário valorizar a “embalagem” do conteúdo, compreender que temos a capacidade de triunfar diante de problemas e que, inclusive da dor e do sofrimento, nascem belas e incríveis emoções. Quando sofremos, sentimos medo e somos fracos, mas na fraqueza existem resquícios de ternura e amor, que fazem de nós pessoas indestrutíveis.  Assim, somos capazes de amar imensamente enquanto sofremos.
Nascemos com a capacidade de dar e receber amor. Mas devemos saber que amar é se entregar sem esperar nada em troca, de tal forma que, amando sem medo, podemos transformar o mundo que nos cerca, mudando também nosso mundo interior. Se transformarmos nossas fraquezas em oportunidades, poderemos desfrutar do mundo, e o mundo de nós. Assim, deixaremos marcas emocionais no coração dos demais. Respeite-se e queira a si mesmo, se olhe no espelho, aproveite ao máximo as emoções que podem mudar sua vida vida e deixá-la mais bela. Proteja-se e cuide de si mesmo, abra seu coração e deixe-o livre do medo. Só então poderá amar sem sentir medo, e só assim o mundo permitirá que você não sinta medo de amar.

Depoimentos

Escrevo pra agradecer por algo que você nem sabe que fez, lavou minha alma. Suas palestras são emocionantes, nunca passei por experiência tão gratificante em toda minha existência, você está no caminho certo. Sou uma pessoa com esses sonhos, me vi em você! Sua história é linda! Sabe, você direciona as pessoas e consegue tocá-las bem lá na alma, com uma simplicidade incrível! É uma mistura de humor, com aventura, tristeza e motivação. Obrigado por aquelas palavras! Vou guardá-las e semeá-las por aí. Você é uma inspiração!

Danyela Rodrigues

Danilo Cechinatto, gostaria de te agradecer por cada palavra que disse na palestra, me ajudou bastante! Você soube tocar no mais profundo da minha alma. Cheguei em casa e fiquei refletindo cada palavra, chorei! Agradeço a Deus pela sua vida e por ter te conhecido. Como você disse, todos tem um anjo, você foi o meu! Obrigada.

Karolliny Goulding

Assisti à palestra do Danilo Cechinatto e, assim como os outros alunos, fiquei presa a cada minuto que ele falava. Fiquei maravilhada com as palavras e principalmente com a história, foi uma motivação e tanto. A melhor palestra que já assisti; depois fiquei refletindo muito. Enfim, obrigada, obrigada e obrigada. Admiro-o muito pelo simples fato de conhecer sua história de vida!

Thaywane Liberal

Danilo Cechinatto
(41) 99656-9182
Curitiba, Paraná

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