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Danilo Cechinatto

Palestrante Educacional Profissional Organizacional Business and Executive Coach

Sobre mim

Olá

Eu souDanilo Cechinatto

Diretor Regional do Instituto EducaJovem

Danilo Cechinatto estudou Psicologia pela FAE Business School e possui formação em Business and Executive Coach. Atualmente faz MBA em Gestão e Liderança de Pessoas e já atuou na área organizacional de empresas nacionais e internacionais. Como palestrante educacional, tem levado aos alunos através da teoria da inteligência multifocal o desenvolvimento da educação socioemocional no ambiente escolar. Danilo também é o Diretor Regional do Instituto EducaJovem, instituição que trabalha na inclusão social e educacional de jovens no Brasil.

Experiência

Treinamento e Qualidade

2009-2012

Treinamento de colaboradores nos requisitos básicos necessários e controle de qualidade definindo padrões em procedimentos, políticas e ações.

Gestão de pessoas

2013-2015

Potencialização, atração e retenção do capital humano formamando profissionais mais bem qualificados e motivados para desempenhar suas funções.

Palestrante educacional

2015-2017

Melhoria dos índices de aprendizagem, redução da indisciplina, aprimoramento das relações e a participação da família na formação dos alunos.

Diretor Regional

2017-2018

Direção do Instituto EducaJovem que tem como essência a transformação social, pois capacita mais de 4 mil jovens em vulnerabilidade social, por ano.

Áreas

Profissional Organizacional

Recrutamento, seleção, orientação, aconselhamento e treinamento profissional, dando atenção à saúde do trabalhador e da organização.

Palestrante Motivacional

Baseia-se em teorias da psicologia, vivências e histórias reais que envolvem a plateia trazendo reflexões aos participantes.

Coordenador Educacional

Tornar o processo de ensino-aprendizagem mais significativo. O trabalho é voltado para que o grupo atinja os resultados desejados.

Analista Comportamental

Aplicação e utilização da teoria dos perfis comportamentais para mapeamento de tendências e perfis pelo software Assessment.

Professional and Self Coach

Processos de Coaching voltado para questões relacionadas a vida pessoal, conduzindo a realização pessoal em diversas vertentes.

Business and Executive Coach

Ação nas empresas por meio de competências empreendedoras e do desenvolvimento de estratégias e planos de negócios eficientes.

230400

ALUNOS ASSISTIDOS

1540

HORAS MINISTRADAS

1160

PALESTRAS REALIZADAS

780

ESCOLAS ATENDIDAS

Publicações

5 sinais que indicam que o medo está dominando sua vida

O medo não é negativo por si só. Ele nos protege de possíveis ameaças e, às vezes, nos ajuda a sermos mais minuciosos e dedicados naquilo que fazemos. No entanto, também se trata de uma realidade que às vezes invade o dia a dia sem nos darmos conta. Simplesmente, de repente você descobre que o medo está dominando sua vida.
Para ser honesto, nem todo mundo está ciente disso. Às vezes, o medo está dominando sua vida, mas você não toma conhecimento disso. O medo é uma daquelas realidades que muitas vezes se mascara, se disfarça para passar despercebida e para continuar exercendo controle. Por isso às vezes é tão difícil identificá-lo.

“Os tímidos têm medo diante do perigo; os covardes, durante o mesmo; os valentes, depois”.
-Jean Paul-

Quando o medo está dominando sua vida, pode ser que você sinta que não avança ou que as coisas não funcionam. Você não atinge seus objetivos e o desconforto predomina mas, ainda assim, você não descobre que está sendo cercado pelo medo. Os seguintes sinais irão ajudá-lo a identificar se sua vida está invadida pelo medo ou não. Preparado?

Perfeccionismo

O perfeccionismo extremo não é uma virtude, especialmente se estiver acompanhado de intolerância e ansiedade. Em vez de se tornar melhor ou de ajudá-lo a obter melhores resultados, muitas vezes simplesmente o leva a não desfrutar de nada.
Quando o perfeccionismo o atormenta, pode ser considerado um sinal de que o medo está dominando sua vida. É possível que no fundo você não queira melhorar as coisas, pois tem medo de não ser bom o suficiente ou ser rejeitado pelos outros. Talvez você também tenha medo de errar.

Não assumir nenhum risco

Este é um sinal inconfundível de que o medo está dominando sua vida. Evitar riscos a todo custo é parar de viver. É uma atitude que só leva a uma severa estagnação e, mais cedo ou mais tarde, à sensação de que a vida é chata ou sem graça.
Se você quer optar pelo seguro, vai acabar reduzindo o número de experiências ao mínimo. A ausência de risco é uma fantasia. O que acontece é que você tem medo de não ser capaz e, por isso, procura criar zonas de conforto e se estabelecer nelas para sempre.

Adiar, um sinal de que o medo está dominando sua vida

O medo é uma das razões pelas quais muitos problemas são adiados indefinidamente. Você deixa para depois por ter medo de chegar ao ponto em que precisa agir. O medo o impede de avançar à realização de suas tarefas e objetivos.
A coragem não é algo que aparece antes de realizar as coisas que requerem coragem. Pelo contrário, trata-se de uma realidade construída à medida que nos atrevemos a agir e avançamos nesse propósito. Deixar para depois, muitas vezes, só faz com que o medo cresça mais e mais, até se tornar impossível de superar.

Desejo de controlar tudo

O desejo de controlar tudo é um claro sinal de insegurança. E a insegurança nada mais é do que o medo de ser, de se expressar plenamente, de se assumir com todos os erros e acertos que nos acompanham. Tentar ter tudo sob controle, paradoxalmente, é deixar que o medo controle nossa vida.
A incerteza é uma constante na vida. Na verdade, nada está totalmente sob controle. Existem muitas forças que escapam à nossa vontade, ao nosso desejo. Ser flexível e adaptável é um sinal de realismo e de força. Também de humildade. O desejo de controlar tudo é um caminho seguro para a angústia.

Repressão para falar

Quando falamos de repressão para falar, não nos referimos às dificuldades para fazer grandes discursos ou palestras. Há pessoas que relutam em dizer o que pensam ou sentem. E o fazem por medo. Medo da reação dos outros, medo de se comprometerem com suas palavras ou medo de se reafirmarem.
Não dizer o que você pensa e sente equivale a autoanulação. Quem renuncia a sua palavra renuncia ao seu ser. Além disso, renuncia à sua liberdade, que é pensamento e expressão. O medo de falar leva à invisibilidade, à morte simbólica.
Não há outra maneira de superar os medos além de enfrentá-los. Não se trata de se expor imprudentemente ao que o assusta, mas vale a pena empreender um processo que leve a recuperar a força que há em você. Se o medo está dominando sua vida, é hora de fazer algo para dominá-lo.

Assumir o controle das nossas vidas

Você já leu A Metamorfose, de Franz Kafka? Nesse romance, um menino se levantou uma manhã e se transformou em uma espécie de barata. Nós também queremos um passe de mágica como este, mas ao contrário: queremos acordar uma manhã e ter todos os nossos problemas resolvidos. Seria ideal, não? No entanto, esse pensamento não é muito funcional. Portanto, o melhor plano é assumir o controle da vida.
“Um dia tudo vai mudar e ficar melhor”, “Você vai ver como tudo vai melhorar”… quantas vezes repetimos esse tipo de frase? Por alguma estranha razão, quando a vida não vai bem, tendemos a pensar que algo externo produzirá a mudança. De repente, algo vai mudar a direção dos eventos e tudo vai melhorar.
Parece que estamos convencidos de que todos os problemas serão resolvidos. No entanto, as coisas não funcionam dessa maneira: sua vida depende de você.
“Felicidade não é algo feito. Ela vem das suas próprias ações”.-Dalai Lama-

Um ótimo segredo

Outro grande segredo é que a vida não se resolve sozinha. Se queremos assumir o controle da vida, isso significa fazer a nossa parte. Conheci muitas pessoas que querem deixar um relacionamento ou deixar para trás uma situação desconfortável, mas são incapazes de tomar decisões. Eu também conheço muitas pessoas que reclamam repetidas vezes de como tudo está indo mal, no entanto, elas não são capazes de ver seu papel neste jogo. No romance de Kafka tudo parece acontecer por mágica, mas a realidade não é assim.
Quando esse tipo de situação começa a ocorrer com frequência, podemos estar falando do conceito de vitimização, através do qual tendemos a pensar que somos vítimas de tudo que acontece ao nosso redor. Não somos conscientes do poder que temos em nossas mãos e culpamos os eventos externos pelo mal que nos acontece e o quão azarados somos. Sem dúvida, uma das atitudes mais prejudiciais que podemos ter.
Se você às vezes se lamenta com frases do tipo “tudo de ruim acontece comigo” ou repete expressões semelhantes como se fossem mantras cada vez que acontece de algo negativo, você vai acabar acreditando que isso é verdade e se transformará em agente passivo da sua vida, ou seja, uma pessoa sem capacidade de agir. Todos passamos por situações diferentes, às vezes melhores, às vezes piores. Inclusive, às vezes vários eventos adversos ou situações favoráveis acontecem de forma sucessiva uma após a outra.


Uma grande parte da vida depende de como decidimos encará-la, por piores que as coisas estejam. Existem pessoas que, diante da adversidade, sempre mostram um sorriso de orelha a orelha, e outras que só dizem frases cheias de negatividade e assumem gestos hostis em relação a si mesmos, aos outros e a tudo ao seu redor.
O melhor de tudo é que, embora pareça mentira, você também pode escolher. Você tem o poder de escolher viver sua vida com serenidade, aconteça o que acontecer, ou escolher viver com um alto nível de ansiedade e frustração.

Que comece a mudança

No budismo, há um termo cuja descrição poderia preencher centenas de páginas mas, resumidamente, é conhecido como a Lei da Causa e Efeito, isto é, o Karma. De acordo com o Karma, se você plantar uma semente positiva, colherá frutos positivos.
E o que isso tem a ver com a mudança em nossa vida? Muito simples. Aqueles que querem uma mudança têm que agir. Nada externo virá para resgatá-los. Toda a energia que você gasta sonhando com uma vida melhor pode ser investida para começar a percorrer um novo caminho, para assumir o controle da sua vida. Porque o novo caminho só depende de você, de mais ninguém. Então, se você começar a plantar as sementes da mudança, a mudança virá.
A mudança custa, requer um esforço e nem todos estão dispostos a realizá-lo. Não podemos fingir mudar nossas vidas sem modificar absolutamente nada no dia a dia. Por muitos anos agimos de uma forma específica e isso deixa padrões de comportamento muito marcantes em cada um de nós. O que isso significa? Que tentamos solucionar os problemas na mesma direção, embora muitas vezes percebamos que não é a melhor forma.
Você já teve colegas de classe que, apesar de passarem o dia estudando, reprovaram? A grande maioria de nós conhece casos de pessoas muito próximas que insistem em usar os mesmos métodos, apesar de obterem resultados insatisfatórios. Suas crenças residem no fato de que o esforço não foi suficiente, no entanto, geralmente o problema está na base.
Se você estudar muito e reprovar, qual pode ser o problema? O método. É aí que devemos trabalhar, em mudar a abordagem e o método através do qual queremos alcançar nossos objetivos.
Assumir o controle da vida implica ação, esforço e consciência.

Os primeiros passos para assumir o controle da vida

O primeiro passo para assumir o controle da nossa vida é analisar o que queremos mudar. Que aspectos da nossa vida gostaríamos de melhorar? É muito importante sermos honestos com nós mesmos. 
Nós tendemos ao autoengano, à mentira, para não reconhecer nossos fracassos ou a não trabalhar no que é necessário. Mas isso é um erro. A sinceridade é importante, além disso, é um trabalho que faremos internamente, por isso não precisamos contar a ninguém.


O segundo passo é observar o que fizemos até agora para que tudo permanecesse igual. Como têm sido nossas estratégias? Por que acabamos da mesma maneira? Por que não houve uma mudança no aspecto que gostaríamos de mudar? Devemos observar se nossa tendência tem sido repetir as mesmas estratégias várias vezes e, se esse for o caso, é hora de mudar.
O terceiro passo para assumir o controle da vida vida, quase mais importante que as anteriores, é superar o medo. O medo é uma emoção primária muito necessária que pode salvar nossas vidas em momentos de perigo, mas quando ele invade a vida diária, começa a representar um problema.
Essa emoção tende a nos paralisar e a nos deixar presos em nossa zona de conforto. Preferimos continuar indo mal ao invés de enfrentar algo novo pelo simples fato de que sentimos medo do que pode acontecer ou de ter que deixar para trás certos aspectos da nossa vida.
O que você acha de, se em vez de ficar no sofá esperando a vida mudar, você se levantar e começar a mudar você mesmo? Tenha autoconfiança. Garanto que você começará a ver resultados que nunca teria imaginado. Como diz um famoso ditado: para percorrer mil quilômetros, é preciso dar o primeiro passo.

4 técnicas para regular as emoções

As diferentes emoções nascem por algum motivo e nunca é uma boa ideia contê-las, confiná-las sob pressão em nosso interior, da mesma forma que não devemos libertá-las sem controle do nosso comportamento. Existem técnicas para regular as emoções que nos tornam mais inteligentes nesta área.
Uma das emoções mais difíceis de administrar é a raiva, por ser uma das que mais nos fornece energia. Há muitas pessoas no mundo que se deixam invadir pela raiva e acabam dizendo ou fazendo algo que prejudica a si mesmas ou as outras pessoas. Da mesma forma, o medo às vezes assume o controle, gerando limites que atrasam nosso crescimento ou prejudicam nossa qualidade de vida.
É por isso que é tão importante conhecer as técnicas para regular as emoções. São métodos simples que nos permitem administrar o que sentimos, de modo que seja mais fácil alcançar um ponto de equilíbrio entre contenção e expressão. Estas são quatro delas.

“Aquele que domina os outros é forte; mas aquele que domina a si mesmo é poderoso”.
-Lao Tse-

Estratégias para regular as emoções naturalmente

1. Vipassana

Vipassana é um método muito antigo de meditação baseado na auto-observação. O nome significa “ver as coisas como são”. Para as culturas da Índia, é equivalente a um meio para desenvolver “a arte de viver”. A técnica consiste, basicamente, em dedicar tempo para ver a si mesmo, como se olhasse de fora.
A ideia é ir a um lugar tranquilo, fechar os olhos e respirar profundamente. Observe a respiração. Devemos nos fazer conscientes de como o ar entra no corpo, para depois sair. O próximo passo seria rever cada uma das áreas do corpo para identificar o que se sente ao passar por elas mentalmente. O adequado é fazer isso todos os dias, por alguns minutos. É um exercício que ajuda a desenvolver o autocontrole.

2. Ambientes virtuais

Outra técnica para regular as emoções é o uso de ambientes virtuais ou imaginários. Consiste em se expor, de maneira simulada, a diferentes situações nas quais você se sente particularmente vulnerável. O segundo passo será avaliá-las (tanto as situações em si quanto os seus sentimentos).
Atualmente, existem psicólogos e institutos que contam com a tecnologia necessária para reproduzir digitalmente determinadas situações. No entanto, não é o único meio.
Quando se dispõe da tecnologia necessária, nada melhor do que recorrer à imaginação. Você pode desenhar ou descrever com palavras algumas dessas situações nas quais você sente que não tem controle. A ideia é identificar exatamente quais são os estímulos ou os momentos que levam você a se sentir fora de si mesmo. Depois, tentar entender essa emoção, sua razão de existir e o que poderia substituí-la ou diminuí-la.

3. Arteterapia

A arteterapia é muito mais do que uma moda ou uma de tantas tendências. Na verdade, ela sempre existiu, mas só agora recebeu a importância que merece. Consiste em utilizar as diferentes artes como um meio para expressar as emoções e alcançar um maior equilíbrio emocional. Além disso, também ajuda a elaborar os conflitos psíquicos e a construir novos significados.
Esta é uma das técnicas mais eficazes para regular as emoções, porque, principalmente, convida a expressá-las através de uma linguagem criativa. Este simples fato já implica um passo adiante. As emoções devem ser pensadas e repensadas para serem expressadas através da escrita, da pintura, do artesanato ou de qualquer outro veículo que seja utilizado. Praticada de maneira constante, nutre o autocontrole.

4. Autoavaliação

A falta de controle sobre as emoções muitas vezes surge da falta de autoconhecimento e de autoestima. Nos sentimos tensos porque nos exigimos demais ou porque nos punimos pelos nossos erros, em vez de nos concentrarmos nos acertos. Essa tensão nos torna muito sensíveis a determinados elementos, como a crítica, a diferença ou a exigência.
Uma boa ideia é fazermos uma avaliação completa semanalmente ou mensalmente. Neste caso, não se trata de identificar no que falhamos na última semana ou no último mês, pelo contrário.
O objetivo é identificar nossos sucessos, as razões pelas quais temos que nos parabenizar. Esse simples exercício nos ajuda a nos reconciliarmos com nós mesmos.
As técnicas para regular as emoções não são receitas mágicas. No entanto, o simples fato de colocá-las em prática ajuda a promover mudanças visíveis em nós. Assim, aprender a administrar o que sentimos nos permitirá viver uma vida mais tranquila.

Raymond Cattell e sua teoria da personalidade

Raymond Cattell nasceu na Inglaterra no começo do século XX. Mais velho, sua trajetória profissional faria deste inglês um dos teóricos da personalidade mais importantes na história da psicologia. Suas contribuições foram decisivas na chamada Teoria dos Traços de Personalidade e tiveram aplicação prática em um teste que leva seu nome.
Embora Raymond Cattell tenha estudado inicialmente química, começou a se interessar pela psicologia após se formar. Foi professor na Universidade de Illinois por 30 anos e na Universidade do Hawaii por 20. Também foi um pesquisador incansável do comportamento humano e o fundador do Institute for Personality and Ability Testing (IPAT).

Raymond Cattell definiu 16 aspectos básicos da personalidade

Cada um deles foi identificado com uma letra. Seu teste foi criado a partir destes traços básicos, embora hoje em dia seja utilizado com diferentes propósitos. Vejamos quais são os fatores de personalidade definidos por este incrível teórico.

A psicologia é um campo complicado, na qual inclusive diversas autoridades andaram em círculos, descrevendo coisas que o mundo conhece com palavras que ninguém entende.”
– Raymond Cattell –

Fatores A, B, C e E na teoria de Raymond Cattell

Os fatores A, B, C e E na Teoria da Personalidade de Raymond Cattell correspondem a afetividade, raciocínio, estabilidade e dominância. A afetividade, de acordo com sua teoria, representaria o grau de contato que uma pessoa estabelece com outros indivíduos.
O raciocínio teria a ver com a capacidade intelectual. Nesse sentido, quanto mais profundo e bem-sucedido for o pensamento abstrato de um indivíduo, mais inteligente dizemos que ele é.
Por sua vez, a estabilidade faz referência à capacidade de adaptação na teoria de Raymond Cattell. Corresponde à habilidade das pessoas de não se deixar perturbar por estímulos do meio no qual vivem, junto da disposição e da capacidade de compreender e se apropriar de tais estímulos.
A dominância é o grau de autonomia ou submissão de uma pessoa.Nesse sentido, as pessoas mais dominantes costumam ser competitivas, agressivas e seguras de si mesmas. As menos dominantes são mais frágeis e se subordinam com mais facilidade aos outros.

Os fatores F, G, H e I

Os fatores F, G, H e I correspondem a impulsividade, conformidade de grupo, ousadia e sensibilidade. Cattell relaciona a impulsividade com a espontaneidade e a expressividade. Quanto mais impulsiva for uma pessoa, mais entusiasta seria. Quanto menos impulsiva, mais prudente, reservada e pessimista.
Para Raymond Cattell, a conformidade de grupo se refere ao grau de aceitação das normas sociais que os indivíduos demonstram. Os mais conformados seriam pessoas que se tornam moralistas. As mais inconformadas seriam rebeldes ou revolucionárias.
A ousadia estaria relacionada com a capacidade de assumir riscos e agir sob pressão. Aqueles que não têm um nível alto nesta dimensão tendem a buscar o seguro e o previsível.
Por sua vez, a sensibilidade faria alusão ao predomínio dos aspectos emocionais diante dos racionais no comportamento. Uma pessoa altamente sensível se deixaria dominar por seus sentimentos. Alguém com baixa sensibilidade tende a ser realista e prático.

Os fatores L, M, N e O

Os fatores L, M, N e O correspondem a suspeita, imaginação, astúcia e culpabilidade. A suspeita teria a ver com o grau de confiança ou desconfiança em relação aos demais. A imaginação, por sua vez, seria a capacidade de uma pessoa para mergulhar em seu pensamento e em seu mundo interno.
O fator N, ou astúcia, se relaciona com a habilidade para analisar a realidade, identificando aqueles traços que permitam obter algo positivo dos demais. Portanto, os mais astutos seriam, também, mais calculistas e frios. Os menos astutos são sinceros, espontâneos e diretos.
O último fator, ou culpabilidade, refere-se à capacidade de uma pessoa para se responsabilizar por seus atos de uma forma realista. Aqueles que pontuam alto neste fator são pessoas que tendem a sofrer e a se culpar por tudo. Aqueles que pontuam baixo têm uma excelente opinião de si mesmos e seriam mais indulgentes.

Os fatores Q1, Q2. Q3 e Q4

Os fatores Q, de 1 a 4, são rebeldia, autossuficiência, autocontrole e tensão. A rebeldia tem a ver com a abertura no caminho e a capacidade de transformar as situações. A autossuficiência está relacionada com o grau de independência pessoal.
Por sua vez, o autocontrole tem a ver com o nível de tendência que um indivíduo tem para se comportar socialmente de forma ideal. Já a tensão se refere ao grau de ansiedade experimentada por um sujeito em sua vida cotidiana.
Todos estes fatores são os medidos pelo teste de Raymond Cattell. As pontuações destes fatores permitem traçar o perfil de personalidade da pessoa que respondeu o teste. Atualmente esse teste é utilizado com muita frequência para a seleção de profissionais por departamentos de recursos humanos.

Quando nosso cérebro escolhe não sentir para não sofrer

O sofrimento não é uma escolha pessoal; ninguém escolhe a dor ou o isolamento emocional por vontade própria. Infelizmente não existe nenhuma anestesia para não sofrer; as épocas escuras devem ser confrontadas com integridade, valentia e ilusões renovadas.
A vida nem sempre é fácil. Esta frase é dita a nós com muita frequência, e quem até o momento teve a sorte de não ser “tocado” pela adversidade não compreende ainda o realismo destas palavras.
Viver é confrontar provocações, construir um, dois, seis ou mais projetos, é permitir que a felicidade abrace nossas vidas, e aceitar que, de vez em quando, o sofrimento baterá na nossa porta para nos colocar à prova.
E não, nem todos assumimos esses golpes que a vida nos traz da mesma maneira. Há quem confronte melhor as decepções e quem, por outro lado, as interiorize permitindo que minem sua autoestima.
Nenhuma tristeza é vivida de igual maneira, assim como nenhuma depressão tem a mesma origem, nem é sentida igualmente por todas as pessoas.
Mas existe um sintoma muito comum que, de algum modo, todos teremos que experimentar alguma vez: a anedonia.
A anedonia é a incapacidade de sentir prazer e aproveitar as coisas boas. Nosso cérebro, por assim dizer, “decide se desconectar”. Não sentir para não sofrer, isolar-se, ficar anestesiado.
Pode ser que você já tenha sentido isso durante alguns dias, quando é consumido pela apatia e pelo desânimo, mas o que acontece quando isso se torna crônico? O que acontece quando deixamos de “sentir a vida” por completo de forma crônica?
Hoje vamos tratar desse assunto para oferecer a você informações que aprofundem o conhecimento deste aspecto tão importante.

A anedonia, quando perdemos o prazer de viver

Como disse no início, não existe nenhuma anestesia adequada para a dor da vida. Quando a anedonia aparece em nosso cérebro, como um mecanismo de defesa, ela não está nos causando nenhum bem. Pelo contrário.
Vamos começar esclarecendo alguns aspectos:
  • A anedonia não é uma doença, nem um transtorno: é um sintoma de algum processo emocional ou de algum tipo de doença.
  • Embora seja certo que, na grande maioria dos casos, ela está relacionada de forma íntima com a depressão, ela também pode se manifestar como resultado de uma esquizofrenia ou de demências como o Alzheimer.
  • Todos, em maior ou menor medida, experimentamos anedonia alguma vez: falta de interesse pelas relações sociais, pela comida, pela comunicação com os outros…
  • O verdadeiro problema chega quando a anedonia levanta um muro a nossa volta e nos tira todas as nossas características de humanidade: não sentimos nada diante das expressões de carinho, não precisamos de ninguém do nosso lado e nenhum estímulo nos produz prazer, nem a comida, nem a música… nem nada.

    Se escolhemos deixar de sentir para não sofrer, não estaremos nos protegendo de nada. Estaremos fechando as portas à vida, seremos almas que vão definhando aos poucos…

A anedonia a nível cerebral

Esta baixa receptividade frente aos estímulos exteriores tem seu claro reflexo em um cérebro deprimido.
É importante levarmos em conta que tipo de processos se desencadeia em nosso interior quando experimentamos a anedonia:
  • Se esse estado  se tornar crônico e se prolongar no tempo, nossas estruturas cerebrais sofrem mudanças, e isso afeta nossos julgamentos, pensamentos e emoções.
  • O lóbulo frontal, relacionado com a tomada de decisões, se reduz.
  • Os gânglios basais, relacionados com o movimento, ficam afetados até o ponto em que até nos levantarmos da cama exige um grande esforço.
  • O hipocampo, relacionado com as emoções e a memória, também perde volume. É comum que tenhamos falhas de lembranças, que soframos sem defesa, que fiquemos obcecados por pensamentos negativos.

    Frequentemente, a depressão é conhecida como a doença da tristeza. Mas na realidade, ela é uma coisa  que vai mais além, ela é a prisão de um cérebro emocional que não encontra respostas para os vazios da vida, a decepção, a perda da ilusão.

Estratégias para enfrentar a anedonia e a depressão

A depressão não se “cura”, não se enfrenta de um dia para outro. Ela requer múltiplos enfoques, dependendo, como sempre, da realidade de cada pessoa.
Os medicamentos, as terapias, o apoio familiar e, acima de tudo, os recursos próprios que cada um possa usar são elementos fundamentais.
Além disso, quero convidá-lo a refletir sobre os seguintes aspectos:
Não sentir para não sofrer não é um mecanismo adequado com o qual viver. Ele permitirá que você “sobreviva”, mas estando vazio/a por dentro. Não se permita ser um prisioneiro eterno do sofrimento.
Se há alguma coisa positiva que podemos tirar da anedonia, é que você deixou de lado a capacidade de sentir. Agora que está “anestesiado/a” em relação à dor, é o momento de se perguntar do que você PRECISA.
  • Precisa que a tranquilidade e a felicidade voltem para a sua vida? Volte a criar ilusões consigo mesmo.
  • Precisa deixar de ser prisioneiro do passado? Faça uma mudança rumo ao futuro.
  • Precisa deixar de sofrer? Atreva-se a viver de novo, abra as portas do seu coração, permita-se ser feliz outra vez.
Pense nestes aspectos durante alguns momentos e lembre-se sempre de que viver é SENTIR em toda sua intensidade. Seja no seu lado positivo ou no negativo.

A origem do sentimento constante de abandono

Algumas pessoas sofrem de um sentimento constante de abandono que gera uma grande inquietação, pois sentem que os demais sempre vão deixá-las. Na verdade, elas são muito observadoras. Qualquer palavra ou ação é analisada milimetricamente para confirmar o que tanto temem: “eu sou indiferente para essa pessoa, ela não gosta de mim e não quer ficar ao meu lado”.
Muitas vezes, elas podem se enganar. No entanto, quando entramos em um relacionamento com algum tipo de medo de que a pessoa possa nos abandonar, é possível que isso aconteça. O motivo pelo qual isso acontece é porque o medo é tão forte que essas pessoas estabelecem vínculos de apego excessivo. Esse medo as leva a controlar, manipular e desconfiar do outro. No fim, o relacionamento se desgasta e acaba terminando.
Também é preciso levar em consideração o fato de que os relacionamentos costumam mudar com o tempo. Os amigos que podemos ter agora e as pessoas com quem conversamos frequentemente podem se afastar no futuro. As vidas e os relacionamentos se transformam.
Infelizmente, o sentimento constante de abandono que algumas pessoas sentem as impede de estar conscientes disso. Seu medo de perder os outros as levará a acreditar que qualquer mudança em um relacionamento é negativa.

O apego desenvolvido na infância

Para compreender essas pessoas que têm um sentimento constante de abandono, é necessário prestar atenção na infância delas. Apesar de ser uma fase da qual as pessoas quase não se lembram, ao longo dela se desenvolveu algo muito importante e que marca todas as relações que teremos quando adultos: o vínculo de apego.

“Para ser um adulto independente, certamente deve ter sido um bebê dependente, apegado, cuidado; em poucas palavras, amado”.
-Sue Gerhardt-

O apego é o vínculo emocional que todas as crianças desenvolvem com seus cuidadores. São figuras que satisfazem suas necessidades e lhes trazem segurança. De acordo com várias pesquisas, se na idade adulta temos um sentimento constante de abandono, é porque o apego não se desenvolveu de maneira saudável. Portanto, é possível que na infância existissem algumas carências. A seguir, vamos ver algumas das mais frequentes.

Fatores que provocam o sentimento constante de abandono

  • Falta de afeto. Se os cuidadores não abraçam, não dão carinho, não dão afeto físico, a criança vai crescer com falta de carinho. A mesma coisa vai acontecer se a criança nunca ouvir nada agradável. Há inúmeros tipos de demonstrações de afeto que não são apenas físicas e que são necessárias.
  • Cuidadores ausentes. Muitas das pessoas que têm um sentimento constante de abandono têm a sensação de que seus pais não lhes deram tanta atenção. Pode ser que estivessem muito centrados no próprio relacionamento, talvez estivessem simplesmente ausentes ou muito ocupados. A questão é que as crianças vão sentir uma ausência profunda.
  • Modelo nocivo de relacionamento. A interação dos pais é fundamental na hora de construir a ideia de segurança de que não vão nos abandonar. A presença de infidelidade, por exemplo, costuma ser muito prejudicial para a segurança da criança. Nesses casos, é comum que interprete que todas as pessoas são “infiéis” e que sempre vão deixá-la.
O sentimento constante de abandono é um peso muito grande. No entanto, na infância foi um mecanismo de defesa para sobreviver. Em vez de desenvolver um apego seguro, optou-se pelo desenvolvimento de um vínculo inseguro-ambivalente, que estará presente nos relacionamentos na idade adulta.
Dessa forma, a pessoa sempre vai desconfiar e estar alerta frente a qualquer possível mentira. No entanto, ao mesmo tempo, dependerá da outra pessoa para que satisfaça suas necessidades de afeto.

A repetição dos mesmos padrões

Se você se sentiu identificado com a descrição do sentimento constante de abandono, o mais provável é que tenha entrado em relacionamentos nos quais seu parceiro ou sua parceira tenha sido infiel, nos quais a pessoa tenha sido muito apegada aos pais ou que não prestasse muita atenção em você porque sempre estava trabalhando. De maneira inconsciente, pode ser que você esteja repetindo o padrão de abandono que sofreu na infância. A única diferença é que ocorre em outros contextos e com outras pessoas.
Na primeira vez em que descobrimos o impacto que nossa relação com nossos pais teve em nossa vida adulta, pode ser que tenhamos ficado bravos e jogado toda a culpa do que aconteceu conosco neles. No entanto, é necessário lembrar que eles fizeram tudo que puderam na época. Além disso, agora que você cresceu, você é o único responsável por tudo que faz e pelas decisões que toma. Culpar os outros não vai te ajudar. Você deve, em vez disso, trabalhar consigo mesmo.
A melhor maneira de curar esse tipo de apego excessivo que você aprendeu na infância é desenvolver um trabalho de autoestima. Isso vai permitir satisfazer suas carências para deixar de querer que os outros o façam. Comece a cultivar sua segurança. Isso te ajudará a confiar tanto em si mesmo quanto nos outros. Dessa forma, você poderá desenvolver relações saudáveis.
Tenha em mente que você não pode controlar o que aconteceu com você quando era uma criança. Mas, agora que você cresceu, pode decidir se quer resolver. Para isso, o mais importante é tomar as rédeas dos seus próprios pensamentos. O caminho que leva às relações saudáveis não é fácil, mas vale a pena.

Depoimentos

Escrevo pra agradecer por algo que você nem sabe que fez, lavou minha alma. Suas palestras são emocionantes, nunca passei por experiência tão gratificante em toda minha existência, você está no caminho certo. Sou uma pessoa com esses sonhos, me vi em você! Sua história é linda! Sabe, você direciona as pessoas e consegue tocá-las bem lá na alma, com uma simplicidade incrível! É uma mistura de humor, com aventura, tristeza e motivação. Obrigado por aquelas palavras! Vou guardá-las e semeá-las por aí. Você é uma inspiração!

Danyela Rodrigues

Danilo Cechinatto, gostaria de te agradecer por cada palavra que disse na palestra, me ajudou bastante! Você soube tocar no mais profundo da minha alma. Cheguei em casa e fiquei refletindo cada palavra, chorei! Agradeço a Deus pela sua vida e por ter te conhecido. Como você disse, todos tem um anjo, você foi o meu! Obrigada.

Karolliny Goulding

Assisti à palestra do Danilo Cechinatto e, assim como os outros alunos, fiquei presa a cada minuto que ele falava. Fiquei maravilhada com as palavras e principalmente com a história, foi uma motivação e tanto. A melhor palestra que já assisti; depois fiquei refletindo muito. Enfim, obrigada, obrigada e obrigada. Admiro-o muito pelo simples fato de conhecer sua história de vida!

Thaywane Liberal

Danilo Cechinatto
(41) 99656-9182
Curitiba, Paraná

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